quarta-feira, 9 de abril de 2008

Gastroaberrações Gastrocidas


Saudações, notórias criaturas!

Seguinte:

Eu matei a chata da gastrônoma em mim, mas eu continuo freqüentando o reduto histórico do dissabor, o manancial do deserto tropical, o oásis do saber, o paraíso bucólico! Minhas aulas continuam, ué. Eu ainda não me formei. Até lá, sou uma pequena herege das artes culinárias categóricas e catedráticas. Uma atriz a atender às necessidades intelectuais orgânicas - a piada diária da burrice alheia - que o deleite da ignorância imposta me proporciona. Enquanto eu trato de me ocupar assassinando meu passado glutão, as pessoinhas se ocupam do caldo Knorr mais aprazível ao ensopado ignóbil de qualquer coisa. Isso é que eu chamo de uncomfort food. Abusei-me do presunto besuntado de mel Karo! Chega disso, gente! Pensem aí em um jeito mais legal de consumir "besuntações apresuntadas" sem ferir as normas técnicas do bom senso!
De toda forma eu não como suininhos mesmo...

Eu olho para um presunto e vejo um defunto. Se eu vejo um defunto, eu lembro de um presunto!!! É horrível! Pesadelo all night long! Coisa assim é a tal da gelatina... Jesus Amado Ó Cordeiro Assado! Quem inventou o aspic (ou quem descobriu o aspic, escolham; eu sempre me refiro à Cabral como o inventor do Brasil, então...) deve estar ardendo no bolo mármore infernal a 250ºC! Ah, se eu estivesse lá... Eu diria: Vou te matar e fazer sabão, seu ordinário!

Tem coisa pior? SIM! Bacon'n'eggs.
DAMN YOU AMERICANS!

Há! Tive uma idéia paupérrima, mas eu não estou fazendo nada mesmo;

Lista de Coisas Mastigativas Repugnantes da Mamãe Ganso:

  1. Buchada de Bode (isso lá pode ser chamado de comida?!)
  2. Qualquer coisa da McDonald's
  3. Coração de Frango (por Deus!)
  4. "Enroladinhos, coxinhas, pastéizinhos, pães italianinhos e queijinhos" da cantina da sua escola
  5. Kebab (aquele sanduíche mordaz de churrasquinho grego)
  6. Foie Gras
  7. O queijo "tipo" cheddar (quem já provou um cheddar verdadeiro na Inglaterra e puder apresentar as respectivas provas, ganha um real da mamãe aqui!)
  8. Coca-cola (tá bom, não é mastigável; mas é repugnante)
  9. Combos (alguém lembra aquilo?)
  10. Skittles verdinho (aquela balinha com gosto de pinho sol)
  11. Pescoço de Peru
  12. Salsichas, lingüiças e similares
  13. Pequi em todas as suas versões (foi mal Goiás, eu bem que tentei...)
  14. Tremoço em conserva industrial (caseira é mais legal)
  15. Banha
  16. Miojo
  17. Biscoito recheado (eu nunca imaginei o quanto é ruim, depois de anos sem provar)
  18. Cheetos e similares (humm eu confesso que Stiksy, Cebolitos, Doritos e Fandangos me tentaram por muito tempo)
  19. Corante vermelho Cochonilha (carambolas, é um inseto!)
  20. Ovos pochée (eu tentei várias vezes, e foi impossível conter as crises eméticas...)
  21. Aquele 'queijóide' aspirante à queijo Cremutcho (TIREM AS CRIANÇAS DA SALA!)
  22. Margarina, Becel e correlatos
  23. "Dudu", vulgo sacolé = gelo do canal + anilina + açúcar + Coliformes termodúricos
  24. Algodão doce do saquinho soprado e cuspido. Ainda vinha uma bexiga de brinde.

Fora aqueles patês misteriosos que você encontra nas festas da sua tia:
"Segredos de família, meu bem"
Corra! Fuja! Haja o que houver, não o coma!!!

É complicado...


É complicado...


É nada!

É maionese, atum enlatado (se não for sardinha!), queijo ralado, catchup e Sazón!
Vai me dizer que não é?


Tô fora, amigos!
Degustando calmamente uma laranja pelo bem da minha natureza...


NEXT!!!




PARABÉNS TIA VAN VAN!!
Felicidades mil, paz de espírito, saúde e uma boa alimentação livre de gorduras trans.
Amém!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Tudo é Complicado, Tudo é Eletrônico...


... Tudo, tudo, tudo se resume num cilindro cônico.


Sim.

Venho por meio deste enterrar uma aspirante à chef sem critérios e com caráter. Matei-a, pobre criatura iludida, com a verdade escancarada em nossos pratos. Matei-a a golpes lentos e não menos dolorosos. Golpes estes que optaram por não derramar uma gota de sangue sequer. Sem sangue e sem sal, ela lentamente foi desnaturando as proteínas ilusórias que julgava consumir pateticamente como o mais glutão dos sultões. Tanta vida que se viveu através dela. Tanto que se morreu para dançar o peristaltismo a seu dispor. Uma morte de sabor. Não há ética, moral, gentileza; somente o eco de suas regras, manias e do seu bom senso. Muito fraco para mim. Eu quero mais. Você julgou valer a pena e abateu de si a própria razão. Decretou a conta-gotas a sua sentença enquanto a garfadas halopáticas sentenciava silenciosamente ao mastigar todo e qualquer ser.


Eu digo não à você!


Morra, indigna.












A partir de hoje, ela renasce para o mundo como antagonista;
sejam breves, e sejam pacientes:
Ela traz muita paz e verdade por entre as suas curvas, suas linhas, suas personas...