quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Veni, vidi, vici - avacalhando todo esse inferno



Vejamos...

Eu estou sozinha em casa, curtindo as ( mais que merecidíssimas se me fosse permitido) férias; cheguei da terapia, lanchei com a vovó, hipnotizei Amnésia - A Gata; enfim, coisas corriqueiras e banais. Quando estou no meio do tiroteio na Portelinha (é um absurdo o que as férias proporcionam para o enriquecimento do nosso quoeficiente de inteligência), mamãe liga dizendo: "filhaaa, estou chegando aí-íii".

Parou.

"Como assim, ô senhora Dona Genitora. Quem te convidou?"

Sacanagem, meu! No âmago do meu casulo caseiro e silencioso, mamãe resolve se retirar da sua mansão conjugal e se realojar ilegalmente na ex-casa. Parece uma heresia da grande contra o Estado, né? Mas quem resolveu sair e se aventurar casamento adentro deixando a prole para trás não fui eu, oras. Então, get a hotel room; Jesus!!! Ok. Estou sendo uma ingrata sem dimensão. Fui parida, amamentada, acalentada, apanhada, sustentada por mamãe; e agora quem eu penso que sou para simplesmente não querer que ela volte para a casa e blá blá blá... Querem saber? Uma garota malvada. Ela poderia ao menos pagar a conta da terapia que faço por causa das peripécias infatis que meus queridos pais protagonizam dia após dia. Tudo bem, dividir com o papai, outro grande meninão. Bolas. Estou quase repetindo a história de vovó, que se casa para se livrar dos grilhões familiares (e que grilhões!), e acabou tendo todos os membros presos a outros bem piores e mais pesados... Um casamento fracassado.

Mas eu sei que isso não há de acontecer comigo. Eu ao menos tenho a sorte de estudar (em uma "brilhante" academia federal) e correr atrás da minha liberdade, leia-se independência. Tenho alguém que confio, de alma aberta e transparente, bom coração e batalhador. Se tudo der certo no nosso caminho, posso construir uma vida sensacional com ele, sem me preocupar em deixar as malas prontas se por um acaso eu "enjoar" dele. Porque é impossível. Impossível. Eu não sei o futuro, só sei que é agora. E agora ele é a melhor pessoa da minha vida, junto com vovó. Então hoje é impossível; amanhã é amanhã. Não entendam isso como um contradição: Eu tenho amor próprio e ele também; eu tenho responsabilidade e ele também; não tenho filhos, nem ele...
É diferente. Nós podemos "nos jogar", quebrar a cara e seguir em frente, sem esculhambar a vida de outrem. Não é o caso da mamãe...

Egoísmo é o tema. Meu, dela, do marido ou ex-marido sei lá como anda a situação nessa medina de loucos. É um constante abre-alas de um carnaval sem fim - e sem graça. Eu preciso me livrar desse universo paralelo ridículo, desse joguete de merda que acaba com minha cabeça e detona a minha kundaline. O engraçado é que quando eu pergunto o que diabos está acontecendo, ela simplesmente replica "Iiiiih Manuca, não me enche o saco". Estou errada?

Dane-se. Eu não me importo mais. Este ano com a graça de Deus, meu diploma abacaxi vai cair do umbral acadêmico diurético no meu colo e no meu discurso (quem mais poderia ser a oradora da turma? Há!) direi: "Vim, vi e avacalhei"! Lógico. E vou escorregar direto para o Rio ou São Paulo, ou Barra de Jangada sei lá. Vou sair daqui com um canudo ensopado na mão e a outra segurando a mão de Daniel. Se precisar, até um miserável concurso eu faço, contrariando toda a minha convicção de "concursoNÃO" e de estagnação fabricada, periférica, sensorial, transcedental, ortodental ou mística e coisas parecidas. Eu sempre temi o dia em que resolvesse fazer uma droga de um concurso. É o fim. Ou o começo de uma estabilidade que me proverá meios de fazer o que ca-ra-lhi-nhos de Lima Duarte em sua pornochanchada me der na telha alvoroçada.

Seja o que Deus quiser.

Atriz, VJ da MTV, cozinheira, ou robô de tribunal; não importa, só não vou esfregar chão de americano. Amém e perdão pela fúria deslavada.




NEXT TERAPÊUTICO!!!


2 fala, filho!:

Fabi de Andrade disse...

oxe, disk-mãe mudou de sede ooooooooooooutra vez?
é de abalar a kundalini de dalai-lama
buenas p vc

Walmir disse...

Pois vc chegou ao Rubicão e avacalhou? Pois toma juízo, Manuca, ninguém chega ao Rubicão pra pescar, pelo menos tira o salto alto. E deixa de reclamar de mãe, tá bom? Mãe quando roga praga é uma desgraça.
Paz e bom humor